“Depois de percorrer uma longa e tortuosa estrada, a felicidade também chega. E ela é doce e gentil, como se soubesse que era aguardada. Vem bem devagar e em pequenas doses, para que não nos empolguemos no meio do caminho e joguemos tudo para o ar. E após sua chegada, não haverá mais lágrimas e madrugadas tristes lamentando o que não aconteceu. Só será permitido alegrias e sorrisos, sem data para acabar.”
“Mas se você sabe o que é isso, se já passou a noite toda acordado e chorou até acabarem as lágrimas… Então sabe que, no fim, desce sobre a gente uma grande calma. Chegamos até a ter a sensação de que nada mais nos poderá acontecer.”
“A gente não ia dar certo, mesmo eu querendo com todas as minhas forças, cruzando todos os meus dedos, fazendo a cada estrela cadente o mesmo pedido de sempre, não tinha como. Já tentei, alias, já tentamos uma, duas, três vezes, e por incrível que pareça, nunca conseguimos.”
“Talvez o domingo não seja tão ruim pela falta do que fazer, mas sim pelo excesso de pensamentos e lembranças que nos vem à cabeça quando não temos muito com o que nos preocupar.”
“É cedo demais para pensar nessas coisas, mas minhas neuroses não marcam horário para encher o meu saco. Uma lembrança atrás da outra em uma sequência sem fim, e seja lá o que isso significa, vou fingir que é cedo demais para se martirizar assim. Meus pensamentos são passageiros, não preciso me preocupar. Daqui uns vinte minutos, vou estar olhando para o lado, à procura de alguma merda para fazer e nem vou saber quem é você. O problema é quando os vinte minutos se vão e não acho nada de útil que sirva para matar o tempo, e acabo voltando a pensar naquilo tudo que vivemos.”